segunda-feira, dezembro 13, 2004

O beijo

"Riabóvitch parou, pensativo... Inesperadamente, sentiu uns passos apressados e o roçagar de um vestido, e logo uma voz ofegante e feminina a sussurrar «até que enfim!», e duas mãos suaves, perfumadas, indubitavelmente de mulher, lhe enlaçaram o pescoço; sentiu apertar-se-lhe à cara uma face tépida e ouviu, no mesmo instante, o som do beijo. Mas quem lho deu já se soltava, com um gritinho, fugindo dele num salto de repugnância, como pareceu a Riabóvitch. Também por pouco não gritou e atirou-se para o rasgão brilhante da nesga da porta..."

(do conto "O Beijo", in "Contos", Anton Tchékhov, Relógio d'Água)

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