quinta-feira, dezembro 30, 2004

Nas fronteiras do horror

Em tempos, aprendia-se com a televisão. Hoje em dia, isso é muito mais raro e acontece mais nos canais de cabo, para quem os tenha. Mesmo assim, a televisão continua a ser uma "janela para o mundo" privilegiada. Por exemplo, de que outra forma poderíamos entender a força do maremoto de domingo sem as poderosas imagens transmitidas?

A televisão mostra não só a destruição da natureza, mas também os extremos de crueldade humana. Ontem assisti a um novo limite. Um programa sobre crianças-soldados mostrou como estas podem ser armas terríveis, porque não têm noção das monstruosidades que cometem. Vi e ouvi crianças com ar inocente e doce explicar como tiravam o coração e o fígado dos que matavam, como lhes punham "sal e pimenta", e os cozinhavam para comer ou para dar de comer aos seus chefes. Como cortavam mãos com machados. Como apostavam, ao encontrar uma mulher grávida, se tinha um menino ou uma menina na barriga, e lha abriam para descobrir.

A Unicef tem um programa para prevenir o recrutamento e conseguir a desmobilização de crianças-soldados. As crianças são (podem ser, devem ser) o melhor do mundo, certo? O futuro é das crianças, não é? Então, em nome da nossa sobrevivência como espécie e da sanidade mental colectiva, por favor, não se esqueçam de apoiar a Unicef!

Sem comentários:

Malditas praxes

Mais um ano letivo, mais uma temporada de praxes. Com trinta graus, andam com capas de lã e de collants aos berros durante horas e horas, a ...