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A actualidade, os impostos e o Estado-Providência

Entre que pólos se desenvolve o debate político português?

O PS tem o seu programa de governo escrito (baseado, e bem, no seu programa eleitoral). Vago... mas talvez tivesse que o ser, dados os constrangimentos orçamentais impostos pela União Europeia e pelo preço galopante do petróleo.

O que há, no pólo da oposição? Há uma mudança de liderança em curso, pelo que tudo é possível. Vingará a tentação liberal, em contraponto à tradicional social-democracia? Se sim, será mais fácil obter financiamento para as campanhas eleitorais, mas mais difícil cativar votos sem recorrer ao populismo... Se não, vejamos: quantos trabalhadores preferirão um trabalho precário e sem direitos? Quantos jovens preferirão viver indefinidamente "temporários" e a "recibos verdes", sem condições sequer para aceder ao crédito à habitação (porque antes que o arrendamento se torne uma opção racional, muita água terá que passar por baixo da ponte)?

Qual é o problema de algumas pessoas com os impostos? Parece que lhes causa urticária... Não estariam dispostos a pagar mais impostos se isso garantisse serviços públicos de melhor qualidade e uma distribuição mais justa da riqueza?

Querem fazer-nos crer que o Estado-Providência faliu, mas isso não está cabalmente demonstrado. Interessaria que estivesse a quem não beneficia dele. Mais precisamente, a quem fica a perder com ele, e que, não por acaso, é também quem paga campanhas eleitorais, além de garantir os proventos de muitos economistas, jornalistas, politólogos, comentadores...

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