segunda-feira, dezembro 18, 2006

TLEBS

Uma modesta opinião. O texto da petição sobre a TLEBS não eliminou as dúvidas que tinha. Desde que me lembro que considero a gramática que aprendi na escola e, depois, as "árvores" que conheci numa gramática bastante insuficientes para compreender o funcionamento da língua e escrever sem erros e com clareza. Há alguns anos, ao contactar alguém durante a elaboração de uma obra de referência linguística, apercebi-me de que o "ensino" da língua aos computadores, ou seja, a sua racionalização, era um imperativo para o futuro. Também disto depende a projecção do português no mundo.

Por outro lado, é evidente que não se deve ensinar qualquer gramática para assassinar textos literários, na escola. Mas isto é válido para qualquer gramática. E o ensino e o treino da leitura e, em particular, dos clássicos, portugueses e universais, deveriam ter um tratamento próprio nos currículos escolares.

Será o material de apoio à TLEBS insuficiente? O que dá para descarregar pela rede e o sítio de discussão não dão resposta às dúvidas de professores e de pais? Não há suficientes novas gramáticas editadas? Não sei. Mas também me parece uma questão lateral.

Não vejo nenhuma razão para que o que hoje é conhecimento consolidado numa área de conhecimento deva ser impedido de entrar nas escolas. O facto de a terminologia não ser fácil nem familiar não é razão.

Sem comentários:

Malditas praxes

Mais um ano letivo, mais uma temporada de praxes. Com trinta graus, andam com capas de lã e de collants aos berros durante horas e horas, a ...