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Fábula

Era uma vez uma formiga que levava uma vida de formiga. E um coleccionador de formigas, que a observava com uma lupa, curioso. A formiga bem reparou na atenção que lhe era prestada. No início, até sentiu um certo orgulho nisso. Mas depois, sem poder deixar o seu carreiro, achou que podia tentar comunicar com o coleccionador. Ela sabia que ele era mais inteligente do que ela e que tinha meios para rapidamente aprender a linguagem das formigas. Mas foi em vão que esperou a sua oportunidade. Nunca os homens tentaram comunicar com as formigas, talvez por acharem que elas apenas se regem por imperativos químicos, e que as podem compreender bastando, para isso, acompanhar os seus movimentos. Mas, assim, nunca o coleccionador pôde saber dos seus sonhos comuns.

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Paul Gauguin, "Fatata Te Moua" ("No sopé de uma montanha"), 1892