sábado, julho 09, 2005

A minha concepção do mundo

«Gostaria de lhes dizer que temos, graças aos nossos conhecimentos actuais, poderes jamais alcançados pelo homem. Podemos utilizar esses poderes para o bem ou para o mal. Serão bem utilizados se nos compenetrarmos de que a humanidade é toda ela uma família, e de que podemos ser todos felizes ou infelizes. Já lá vai o tempo em que uma pequena minoria podia viver feliz à custa da miséria das grandes massas. Já ninguém se sujeita a uma situação dessas, e temos de aprender a aceitar a ideia de que o nosso vizinho também tem direito a ser feliz, se nós próprios queremos ser felizes. Estou convencido de que, se todos forem educados inteligentemente, serão mais expansivos e não terão dificuldade em considerar a felicidade alheia como condição essencial para a felicidade própria. Às vezes tenho visões de um mundo de seres humanos felizes, cheios de vivacidade, inteligentes, onde não há opressores nem oprimidos. Um mundo de seres compenetrados de que os seus interesses comuns excedem os interesses de competição, empenhados na efectivação das possibilidades realmente extraordinárias que a inteligência e a imaginação humanas podem tornar realidade. Esse mundo pode existir, se os homens quiserem. E quando existir - se algum dia chegar a existir - será um mundo muito mais maravilhoso, muito mais glorioso e mais feliz, mais rico em imaginação e em alegrias do que qualquer outro jamais conhecido.»

(Mensagem de despedida de Bertrand Russell à humanidade futura)


Negrito da pastora.

Sem comentários:

Malditas praxes

Mais um ano letivo, mais uma temporada de praxes. Com trinta graus, andam com capas de lã e de collants aos berros durante horas e horas, a ...