sexta-feira, julho 22, 2005

Aguardente de Abrunho

A atmosfera clara do zimbro
escureceu e ficou hibernal.
Ela deu aguardente a beber
aos abrunhos, e selou o frasco.

Quando o desarrolhei
cheirei a quietude acre
e perturbada de um arbusto
insinuando-se na copa.

Quando a deitei no copo
tinha um travo cortante
e resplandecia
como a Betelgeuse.

Faço-te um brinde
com abrunhos lustruosos,
roxos, mosqueados, ácidos
e fiáveis.


(Seamus Heaney, traduzido por Rui Carvalho Homem)

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