domingo, janeiro 06, 2019
quarta-feira, setembro 19, 2018
Malditas praxes
Mais um ano letivo, mais uma temporada de praxes. Com trinta graus, andam com capas de lã e de collants aos berros durante horas e horas, a comprovar a falta de inteligência.
Não haverá por aí voluntários que distribuam panfletos, por exemplo com letras garrafais a lembrar que
Não haverá por aí voluntários que distribuam panfletos, por exemplo com letras garrafais a lembrar que
- "A PRAXE MATA",
- "PARA SERES UM ESTUDANTE COMPLETO NÃO PRECISAS DE PRAXE NENHUMA" ou
- "A PRAXE É DOS FRACOS"
terça-feira, maio 29, 2018
Porque tenho objeções à eutanásia
Em visita a lares, encontramos pessoas com graus de dependência dentro de uma gama vasta. Entre as que mantêm a lucidez, a depressão é frequente, mas ou menos debelada por anti-depressivos. Pensamentos suicidas são abundantes.
Entre os visitantes mais apressados, há quem comente "o que é que aquele ainda está 'cá' está a fazer?". Para alguns, o limite para haver razão para viver está no conseguir falar, para outros, no conseguir comer pela sua mão, ou andar.
Curiosamente, os doentes oncológicos são dos mais ativos. (Os que estão acamados escapam mais à vista.) É como se se esforçassem por não deixar de 'inscrever' os seus últimos atos, que podem ser simplesmente consolar os que ficam. Entre eles, encontramos o medo da 'escuridão' e da não existência, mas muitas vezes também a flor perene e resiliente chamada esperança. Uma pequenina luz bruxuleante e antiga. O amor à vida.
Como dizer a todos com suficiente firmeza que não estão a "dar trabalho" (não mais do que merecem) e que não é verdade que "já não vale a pena viver" (podemos ser nós a morrer amanhã num acidente de carro, e o planeta está de qualquer modo condenado por políticos insanes)?
*
As leis da eutanásia e do suicídio assistido permitiram, em alguns países, matar crianças, pessoas com disforia sexual arrependidas e centenários deprimidos. A morfina é nossa amiga e não é referido ser das drogas mais caras. É a nossa morte medicamente assistida para os casos dolorosos.
A dignidade do ser humano permanece sempre, até ao fim.
Entre os visitantes mais apressados, há quem comente "o que é que aquele ainda está 'cá' está a fazer?". Para alguns, o limite para haver razão para viver está no conseguir falar, para outros, no conseguir comer pela sua mão, ou andar.
Curiosamente, os doentes oncológicos são dos mais ativos. (Os que estão acamados escapam mais à vista.) É como se se esforçassem por não deixar de 'inscrever' os seus últimos atos, que podem ser simplesmente consolar os que ficam. Entre eles, encontramos o medo da 'escuridão' e da não existência, mas muitas vezes também a flor perene e resiliente chamada esperança. Uma pequenina luz bruxuleante e antiga. O amor à vida.
Como dizer a todos com suficiente firmeza que não estão a "dar trabalho" (não mais do que merecem) e que não é verdade que "já não vale a pena viver" (podemos ser nós a morrer amanhã num acidente de carro, e o planeta está de qualquer modo condenado por políticos insanes)?
*
As leis da eutanásia e do suicídio assistido permitiram, em alguns países, matar crianças, pessoas com disforia sexual arrependidas e centenários deprimidos. A morfina é nossa amiga e não é referido ser das drogas mais caras. É a nossa morte medicamente assistida para os casos dolorosos.
A dignidade do ser humano permanece sempre, até ao fim.
domingo, abril 29, 2018
A assassina medicina portuguesa
"Ainda no outro dia vi uma notícia alarmante que referia que a quarta causa de
morte nos EUA são os erros médicos. [...] Se um camionista tem que parar ao fim de um número de horas e ser substituído, por que é que um médico pode fazer 24 horas seguidas num serviço de urgência?" - José Soares, professor catedrático de Fisiologia, Público de 29/04/2018
morte nos EUA são os erros médicos. [...] Se um camionista tem que parar ao fim de um número de horas e ser substituído, por que é que um médico pode fazer 24 horas seguidas num serviço de urgência?" - José Soares, professor catedrático de Fisiologia, Público de 29/04/2018
quarta-feira, dezembro 27, 2017
Volto da guerra magoada
O primeiro ministro António Costa dizia há dias que 2017 tinha sido um ano particularmente saboroso, o ano em que morreu uma centena de pessoas nos incêndios. Os jornalistas e os políticos não conseguem dizer as duas palavras de "Pedrógão Grande", porque esse grande ou pequeno é a mesma coisa para eles.
A presidente de uma IPSS, Raríssimas, tem o país contra ela porque pagava com o dinheiro da instituição despesas de representação e cursos de gestão, mas leia-se Peter Singer e "O Maior Bem que Podemos fazer". E veja-se quantos familiares empregam instituições mais famosas.
António Guterres é secretário geral das Nações Unidas, mas não deixa de ser o ex-primeiro-ministro do totonegócio. Que moral tem?
Marcelo Rebelo de Sousa está cada vez mais popular, mas esteve na primeira linha contra as mulheres no primeiro e no segundo referendo sobre o aborto. Que moral tem?
Os administradores de empresas públicas têm vencimentos secretos, complementados com prémios de desempenho de milhões (qualquer que seja o desempenho), mas no metro somos sardinhas ou ficamos a vê-los passar e nas paragens de autocarros não há painel de tempos de espera que funcione. Que moral têm?
As propinas pagam uma fração importante das despesas das universidades, que oferecem massivamente aulas dadas por voluntários ou convidados a custo zero, escolhidos sem concurso público. Onde está a moral?
Volto da guerra magoada.
A presidente de uma IPSS, Raríssimas, tem o país contra ela porque pagava com o dinheiro da instituição despesas de representação e cursos de gestão, mas leia-se Peter Singer e "O Maior Bem que Podemos fazer". E veja-se quantos familiares empregam instituições mais famosas.
António Guterres é secretário geral das Nações Unidas, mas não deixa de ser o ex-primeiro-ministro do totonegócio. Que moral tem?
Marcelo Rebelo de Sousa está cada vez mais popular, mas esteve na primeira linha contra as mulheres no primeiro e no segundo referendo sobre o aborto. Que moral tem?
Os administradores de empresas públicas têm vencimentos secretos, complementados com prémios de desempenho de milhões (qualquer que seja o desempenho), mas no metro somos sardinhas ou ficamos a vê-los passar e nas paragens de autocarros não há painel de tempos de espera que funcione. Que moral têm?
As propinas pagam uma fração importante das despesas das universidades, que oferecem massivamente aulas dadas por voluntários ou convidados a custo zero, escolhidos sem concurso público. Onde está a moral?
Volto da guerra magoada.
sexta-feira, junho 16, 2017
Lombadas
Espanta-me sempre que uma espécie animal que soube instituir o formato A4 internacionalmente (e instituiu acordos climáticos, mesmo que só por alguns meses) não se pôs de acordo sobre para que lado escrever nas lombadas dos livros. Se fosse ditadora (esclarecida), seria de baixo para cima, para ler bem numa estante, entre muitos livros.
Fim aos torcicolos provocados por lombadas!
Fim aos torcicolos provocados por lombadas!
Wikipédia em 16 de junho de 2017
Inglês 5 419 000 artigos
Alemão 2 068 000 artigos
Francês 1 876 000 artigos
Russo 1 398 000 artigos
Espanhol 1 338 000 artigos
Italiano 1 361 000 artigos
Polaco 1 226 000 artigos
Japonês 1 063 000 artigos
Português 970 000 artigos
Chinês 945 000 artigos
Alemão 2 068 000 artigos
Francês 1 876 000 artigos
Russo 1 398 000 artigos
Espanhol 1 338 000 artigos
Italiano 1 361 000 artigos
Polaco 1 226 000 artigos
Japonês 1 063 000 artigos
Português 970 000 artigos
Chinês 945 000 artigos
domingo, junho 11, 2017
sábado, junho 03, 2017
Açúcar por defeito
O adoçante deve ter encarecido na medida inversa em que o petróleo embarateceu ou então é a taxa do açúcar que não é suficientemente inequívoca porque, nos dias que correm, quando se pede um café, ele vem invariavelmente com um pacote de açúcar ao lado. Não interessa que Portugal esteja no pelotão da frente da diabetes. O Sr. Diretor Geral da Saúde, que parece ser um humanista competente, deveria ir mais vezes visitar os serviços de cirurgia nos nossos hospitais e parar junto dos inúmeros amputados. Talvez então lhe ocorresse que uma campanha de prevenção, como a úbiqua "Manger, bouger" em França, e em particular uma focada no açúcar, seria muitíssimo pertinente.
quarta-feira, maio 24, 2017
Transsexuais fora do armário?
Se para uma parte da comunidade homossexual é muito importante o sair do armário, e conhecemos cada vez mais pessoas no meio artístico que se assumiram enquanto tal, o mesmo não se passa com os transsexuais. Só um ou outro aparecem em reportagens, e nenhuma figura pública é conhecida. (E, no entanto, há casos curiosos, em que parecem não ter feito ainda as cirurgias todas.)
terça-feira, maio 23, 2017
O que é uma mulher?
Lê-se num jornal que podem ser precisas quarenta cirurgias para mudar de sexo. Entre estas, há "cirurgias de feminização facial — a fazer desgaste ósseo da testa, avanço do couro cabeludo, levantamento das sobrancelhas, aumento das maçãs do rosto, suavização da maçã de Adão, rinoplastia. Ninguém pode mudar a largura dos ombros ou o tamanho das mãos. E há que eliminar pêlos e modelar a voz."
sábado, maio 20, 2017
Benção dos finalistas
Todos os anos, um espetáculo grotesco ocorre em Lisboa (e, presumo, em todas as cidades universitárias portuguesas): a benção dos finalistas. Uma autoridade da igreja católica benze uma multidão de "finalistas" (podem acabar o curso num futuro ano letivo; que diferença faz?) em capas pretas e famílias embevecidas e a benzer-se.
Ou seja, dois elementos que nada têm que ver com a universidade e o conhecimento, a igreja e o universo das tunas e das praxes, ocupam o espaço público, assim se legitimando. (Galileu Galilei há-de dar voltas no túmulo com a apropriação da igreja.)
Por que é que as universidades portuguesas não têm cerimónias de formatura, como as que se veem nos filmes americanos? Com reitores, entrega de diplomas e, já agora, sem falsas tradições? Ministro Manuel Heitor? Reitores? Alguém?
Ou seja, dois elementos que nada têm que ver com a universidade e o conhecimento, a igreja e o universo das tunas e das praxes, ocupam o espaço público, assim se legitimando. (Galileu Galilei há-de dar voltas no túmulo com a apropriação da igreja.)
Por que é que as universidades portuguesas não têm cerimónias de formatura, como as que se veem nos filmes americanos? Com reitores, entrega de diplomas e, já agora, sem falsas tradições? Ministro Manuel Heitor? Reitores? Alguém?
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