[exercício de escrita falhado]
Querido Y.,
Esta é a carta mais difícil que já escrevi até hoje. És a pessoa mais importante para mim. Sinto-me imensamente privilegiada por ter-te conhecido e por termos passados tantos bons momentos juntos. Sempre achei que não te merecia, que o criador tinha sido injunto ao não me dar mais qualidades, que de bom grado poria ao dispor da tua felicidade. Tu mereces tudo, mereces a perfeição.
Tentámos comunicar, conhecermo-nos, partilharmos projectos. Tentámos ser um, como no mito platónico. Mas não conseguimos fugir à nossa natureza, pois não? Continuamos seres imperfeitos, as nossas hormonas são produzidas a ritmos irregulares... Começamos a pensar para nós, a não compartilhar, a não comunicar.
Vi, nos teus olhos, a paixão arrefecer. Viste a realidade, apenas isso. Não posso culpar-te.
Por isso, ponho fim à nossa história. Antes que se torne pequenina, antes que nos tornemos mesquinhos. Teremos sempre o reino das doces recordações. Mas se não quiseres recordar, também aceito. Fecha este capítulo e começa outro, em tudo diferente. Quem sou eu para te condenar, se for essa a tua opção?
Apesar de tudo, ainda acredito nessa ideia tola das reencarnações. Que somos duas metades de um todo. Só que o todo é espiritual, e a carne e a natureza humana estão contra nós.
Até sempre,
Aleph
quinta-feira, dezembro 21, 2006
Por detrás de uma pedra do abrigo, um papel esquecido
[exercício de escrita falhado]
K.
Senhor Doutor, espero que me possa ajudar. Vim consultá-lo porque cheguei à conclusão de que, sozinho, não consigo superar a dor que sinto dentro de mim. Não é uma dor física, é um sofrimento mental, mas nem por isso é menos intenso. A minha mulher pediu o divórcio, vai para três meses, e vai às consultas de aconselhamento familiar apenas para cumprir uma formalidade. Diz que já não me ama, e que o tempo não volta para trás. Ah!, Senhor Doutor, não sabe o que é, sentir este abandono, por parte de quem era a pessoa mais importante para nós. Os meus familiares e os meus amigos bem tentam animar-me, dizem-me que ela não me merece, mas o que eu sinto é apenas uma brutal solidão. Como se, de repente, fosse um lobo colocado no mundo, condenado a vaguear para sempre sozinho por entre florestas negras. Porque... Doutor... nunca mais me vou apaixonar. Pelo menos, nunca mais com a entrega com que estive com esta mulher. Estou cheio de frio! É o que me acontece agora, todas as noites, quando me vou deitar. Não consigo adormecer porque sinto a falta do calor do corpo dela. Por isso, parece que me sinto num congelador. Senhor Doutor, não sei como poderá ajudar-me. Como poderá devolver algum sentido à minha vida, se perdi a minha companheira que elegi de entre todas as mulheres e a quem amei de corpo e alma!
K.
Senhor Doutor, espero que me possa ajudar. Vim consultá-lo porque cheguei à conclusão de que, sozinho, não consigo superar a dor que sinto dentro de mim. Não é uma dor física, é um sofrimento mental, mas nem por isso é menos intenso. A minha mulher pediu o divórcio, vai para três meses, e vai às consultas de aconselhamento familiar apenas para cumprir uma formalidade. Diz que já não me ama, e que o tempo não volta para trás. Ah!, Senhor Doutor, não sabe o que é, sentir este abandono, por parte de quem era a pessoa mais importante para nós. Os meus familiares e os meus amigos bem tentam animar-me, dizem-me que ela não me merece, mas o que eu sinto é apenas uma brutal solidão. Como se, de repente, fosse um lobo colocado no mundo, condenado a vaguear para sempre sozinho por entre florestas negras. Porque... Doutor... nunca mais me vou apaixonar. Pelo menos, nunca mais com a entrega com que estive com esta mulher. Estou cheio de frio! É o que me acontece agora, todas as noites, quando me vou deitar. Não consigo adormecer porque sinto a falta do calor do corpo dela. Por isso, parece que me sinto num congelador. Senhor Doutor, não sei como poderá ajudar-me. Como poderá devolver algum sentido à minha vida, se perdi a minha companheira que elegi de entre todas as mulheres e a quem amei de corpo e alma!
Sob o signo do falhanço
O desgosto amoroso é sal para a literatura. Lembram-se da xaropada do "Amor de Perdição"? Do "Romeu e Julieta"? Já houve até quem concebesse um divórcio como experiência proto-literária. Tudo um pouco excessivo... Mas quanto do melhor Camões lírico ou de Bocage não deixaríamos de ler se não fosse os seus infortúnios?
quarta-feira, dezembro 20, 2006
Espírito natalício
Entre os visitantes que aqui chegam a partir do Google, há sempre alguns à procura da letra da canção da Laurindinha. Pois bem, aqui a têm.
Laurindinha
(Música Popular Portuguesa)
Oh Laurindinha! Vem à janela! (Bis)
Ver o teu amor, ai, ai, ai
Que ele vai para' guerra (Bis)
Se ele vai p'rá guerra, deixai-o ir! (Bis)
É um rapaz novo, ai, ai, ai
Ele torna' vir (Bis)
Ele torna vir, se Deus quiser (Bis)
Ainda vem a tempo, ai, ai, ai
De arranjar mulher (Bis)
Ele torna vir, virá ou não (Bis)
Oh Laurindinha, ai, ai, ai
Dá-me a tua mão (Bis)
(via)
Laurindinha
(Música Popular Portuguesa)
Oh Laurindinha! Vem à janela! (Bis)
Ver o teu amor, ai, ai, ai
Que ele vai para' guerra (Bis)
Se ele vai p'rá guerra, deixai-o ir! (Bis)
É um rapaz novo, ai, ai, ai
Ele torna' vir (Bis)
Ele torna vir, se Deus quiser (Bis)
Ainda vem a tempo, ai, ai, ai
De arranjar mulher (Bis)
Ele torna vir, virá ou não (Bis)
Oh Laurindinha, ai, ai, ai
Dá-me a tua mão (Bis)
(via)
Dúvida
Serei só eu a achar os anúncios da TV Cabo ligeiramente insultuosos para quem não tem dinheiro para a pagar?
terça-feira, dezembro 19, 2006
Um vídeo de 2006
São 20'35'' que valem a pena - várias "lições" fundamentadas com números. A apresentação multimédia parece ser Flash, mas pode ser software proprietário. Muito interessante, de qualquer modo. Descoberto graças ao Adufe.
Entretanto, as "flores" começam a florir, no NationMaster (descoberto no Ponto Media - um blog com o formato ideal para consumo diário via Bloglines).
segunda-feira, dezembro 18, 2006
Subscrever:
Mensagens (Atom)





