quarta-feira, maio 31, 2006
Beggars and Kings
all the hours that weren't used
are emptied out
and the beggars are waiting to gather them up
to open them
to find the sun in each one
and teach it its beggar's name
and sing to it It is well
through the night
but each of us
has his own kingdom of pains
and has not yet found them all
and is sailing in search of them day and night
infallible undisputed unresting
filled with a dumb use
and its time
like a finger in a world without hands
(W. S. Merwin)
domingo, maio 28, 2006
Simples
sexta-feira, maio 26, 2006
Timor-Leste: umas perguntinhas
2. Por que é que ainda não houve em Timor-Leste eleições autárquicas normais: livres e democráticas? A pressão internacional poderia ter feito a diferença.
3. O que é que os partidos portugueses fizeram para ajudar a capacitar os partidos da oposição timorenses no sentido de os tornar uma alternativa credível à Fretilin?
domingo, maio 21, 2006
Dúvida
Solidarité
Fraternité
Cenoura grande, 1
Nabo, 1
Aipo, 3 talos
Alhos-porros, 2
Cebola, 1
Manteiga, 1 c. de sopa
Caldo de carne, 1/2 l
Quadrados de pão frito e sal, q.b.
Cortam-se os legumes em bocadinhos e fritam-se levemente na manteiga. Junta-se um litro e meio de caldo de carne, tempera-se com sal e deixa-se ferver até estar tudo cozido. À hora de ir para a mesa deita-se na sopa uma mancheia de quadrados de pão fritos em óleo.
(O livro de Pantagruel)
terça-feira, maio 16, 2006
Beijo
Quando surgi em teus lábios,
um rubro túnel de sangue
triste e escuro mergulhava
até ao fim da tua alma.
Quando penetrou meu beijo,
seu calor, sua luz davam
sobressaltos e tremores
à tua carne surpreendida.
Desde esse instante os caminhos
que levam à tua alma
não queres que estejam desertos.
Quantas flechas, peixes, pássaros
quantas carícias e beijos!
Manuel Altolaguirre
(tradução de José Bento)
sexta-feira, maio 12, 2006

O direito humano em caso algum pode fundar-se sobre outra coisa que não seja o direito de natureza. E o grande princípio, o princípio universal de um e do outro, é, em todos os pontos da terra: «Não faças o que não quererias que te fizessem». Ora, não se vê como, seguindo este princípio, um homem pode dizer a outro: «Crê naquilo em que eu creio e em que não podes crer, ou morrerás.» É o que se diz em Portugal, em Espanha e em Goa. Outros países há em que presentemente as gentes se contentam em dizer: «Crê ou abominar-te-ei; crê ou far-te-ei todo o mal possível; monstro, não tens a minha religião, não tens, portanto, religião alguma: terás que suscitar o horror dos teus vizinhos, da tua cidade, da tua província.» O direito de intolerância é, pois, absurdo e bárbaro: é o direito dos tigres, e é bem horrível; porque os tigres matam para comer e nós andámos a exterminar-nos por causa de parágrafos.
Voltaire, Tratado sobre a tolerância (Antígona, 1999)



